Em sua sétima edição, o Prêmio FOCO Bradesco ArtRio premiou os artistas visuais: Rafael Bqueer e Tiago Sant’Ana. Os dois vão receber como prêmio a participação em residências artísticas em reconhecidas instituições e também expuseram seus trabalhos em um stand especial na ArtRio deste ano.

A premiação dos artistas foi no dia 19 de setembro, durante a feira de arte na Marina da Glória. Os dois receberam bolsas para se dedicarem exclusivamente as suas pesquisas durante os períodos de residência.

As residências do Prêmio FOCO Bradesco ArtRio em 2019 são:
– Rio de Janeiro (RJ) – Residência Capacete
– Belém (PA) – Residência São Jerônimo

A seleção dos vencedores é feita por um Comitê Curatorial independente com a direção do curador do Prêmio, Bernardo Mosqueira, e representantes de cada uma das instituições parceiras.

Júri / Residências

Capacete

Rio de Janeiro

Residência São Jerônimo

Belém

Premiados

Tiago Sant’Ana

Artista visual, curador e doutorando em Cultura e Sociedade pela Universidade Federal da Bahia. Seus trabalhos imergem nas tensões e representações das identidades afro-brasileiras – tendo influência das perspectivas decoloniais. O açúcar aparece com recorrência em seus trabalhos recentes como uma tática de aproximar o debate sobre colonização com a atualidade. Foi um dos artistas indicados ao Prêmio PIPA 2018.

Na série “Sapatos de açúcar”, o artista se utiliza do sapato como um símbolo precário da libertação das pessoas negras escravizadas no pós-abolição, transformando-o num objeto feito de açúcar. A tensão da série reside nos sapatos estarem prestes a serem dissolvidos na água do mar, um gesto para tratar da fragilidade da cidadania quando se refere à população negra.



Rafael BQueer

Rafael BQueer se graduou em Licenciatura e Bacharelado de Artes Visuais pela Universidade Federal do Pará (UFPA – PA), mas hoje vive e trabalha no Rio de Janeiro. Como artista visual, se dedica a investigar sobre corpo, gênero e sexualidade, assim transitando por diversas linguagens, entre as quais performance, vídeo e fotografia.

Na ArtRio, Rafael BQueer apresentou o projeto “Treme Terra”, um vídeo que explora a chamada “música tecnobrega” (gênero popular que reúne referências das músicas brega e eletrônica) do ponto de vista das Artes Visuais, para assim descolonizar a visão histórica que existe sobre a arte brasileira e se reconectar com a sua ancestralidade amazônica.