ArtRio 16a. edição | 16 a 20 de SETEMBRO de 2026 | MARINA DA GLÓRIA ArtRio 16a. edição | 16 a 20 de SETEMBRO de 2026 | MARINA DA GLÓRIA

Portas Vilaseca inaugura individual de Caio Luz

15/07/2026 - Por ArtRio

Com curadoria de Peralta e texto crítico de Lorraine Mendes, a Portas Vilaseca inaugura no próximo dia 16 de julho, quinta-feira, às 19h, a exposição “Terra de Gigantes”, nova individual do artista Caio Luiz. A mostra reúne cerca de 30 trabalhos, entre pinturas, objetos e instalações.

Nascido em Nova Iguaçu (RJ), em 1998, Caio Luiz constrói uma obra profundamente ligada à experiência da Baixada Fluminense. Em Terra de Gigantes, o artista apresenta três séries iniciadas entre 2022 e 2025: Solo Fértil (2022), Usurpação (2024) e Terra de Gigantes (2025), que evidenciam a evolução de sua pesquisa sobre território, memória, paisagem e pertencimento.

A exposição parte da ideia de que o lugar de origem é também um lugar de pensamento. Em suas pinturas, a Baixada Fluminense deixa de ser apenas um espaço geográfico para se transformar em um território simbólico, onde experiências cotidianas, afetos e questões sociais se entrelaçam. Por meio de uma linguagem pictórica que aproxima cartografia, topografia e imaginação, Caio cria mapas afetivos que expandem as possibilidades de representação da paisagem.

As obras percorrem lembranças da infância, relações familiares e cenas do cotidiano, ao mesmo tempo em que abordam temas como a urbanização, a transformação da natureza e os impactos da expansão urbana sobre o território. Elementos recorrentes da paisagem da Baixada, como montanhas, quintais, árvores, o cimento e o horizonte, tornam-se protagonistas de narrativas em que realidade e fabulação coexistem.

Em trabalhos inéditos como Gigante, menina, mãe (2026), o artista amplia a escala de figuras familiares e de elementos comuns da paisagem, atribuindo monumentalidade ao cotidiano. Já em Tempos difíceis (2026), a presença da Serra de Tinguá, dos beija-flores e do cimento evidencia as tensões entre natureza e urbanização. Em Acerolas no caminho (2026), pequenos frutos caídos sobre o chão de cimento evocam constelações, aproximando céu e terra em uma poética que dissolve as fronteiras entre o ordinário e o extraordinário.

Segundo o texto crítico de Lorraine Mendes, o território representado por Caio Luiz torna-se um “tópos”: um lugar físico e simbólico a partir do qual o artista imagina, elabora e interpreta o mundo. Suas pinturas propõem novos modos de olhar para a Baixada Fluminense, transformando a experiência cotidiana em linguagem visual e afirmando a imaginação como forma de existência.

Terra de Gigantes fica em cartaz até 22 de agosto. A Portas Vilaseca fica na Rua Dona Mariana, 137, casa 2 – Botafogo. Visitação: de terça a sexta-feira, das 11h às 19h; sábados, das 11h às 17h. Entrada gratuita.

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