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MASP abre exposição com 76 obras de Edgar Degas (1834-1917)

02/12/2020 - Por ArtRio

O MASP inaugura essa sexta-feira, 4 de dezembro, nova exposição com 76 obras de Edgar Degas (1834-1917) presentes em sua coleção. A mostra está inserida no eixo temático sobre História da Dança que vem orientando o museu paulistano no ano de 2020. Após 14 anos, o conjunto completo de bronzes que pertence ao MASP poderá ser visto novamente pelo público do museu, desta vez em contraste com imagens da fotógrafa brasileira Sofia Borges. Os empréstimos internacionais das pinturas a óleo que estavam programados tiveram que ser suspensos por conta da pandemia covid-19.

A última exposição do artista francês realizada pelo MASP foi há 14 anos: Degas: o universo de um artista. A mostra dava início às comemorações de 60 anos de atividade do museu e reunia as obras que pertencem à coleção do MASP ao lado de empréstimos de instituições como Museu d’Orsay (Paris), National Gallery (Londres) e Metropolitan (Nova York). Já essa nova exposição integra o eixo atual do museu. Ela será – assim como as individuais de Hélio Oiticica (1937-1980), Trisha Brown (1936-2017) e Senga Nengudi (1943) – inserida no ciclo das histórias da dança, temática a qual o museu se dedica em 2020. No dia 18 de dezembro, o MASP abre Beatriz Milhazes: avenida Paulista, mostra que também integra essa programação.

O ponto de partida desta mostra será a escultura “Bailarina de catorze anos” (1880 / ao lado), a obra mais icônica de Degas e uma das mais emblemáticas de toda a história da arte ocidental do século 20. Seu protagonismo será reforçado com as releituras feitas por Sofia Borges. A artista brasileira, a convite do MASP, produziu fotografias em grande escala a partir das esculturas de Degas que pertencem à coleção do museu. O resultado desse trabalho, cujo processo levou quase um ano, revela e transforma várias das obras de Degas de forma nova e radical e poderá ser visto tanto na exposição quanto em seu respectivo catálogo.

Degas conheceu Marie van Goethem, a estudante de balé retratada em “Bailarina de catorze anos”, durante uma de suas frequentes visitas à Opéra de Paris. Pouco se sabe sobre a vida de Marie, jovem que ingressou no balé da Opéra aos 13 anos e era filha de uma lavadeira e de um alfaiate que viviam em constante estresse financeiro.

Sabe-se também que uma de suas irmãs foi presa por roubar um cliente no célebre cabaré Chat Noir, localizado no bairro boêmio de Montmartre, em Paris. Depois desse episódio, Marie começou a faltar a várias aulas e acabou sendo dispensada da Opéra. Provavelmente como sua irmã, ela foi forçada à prostituição por sua mãe. Esse tipo de narrativa costuma ser evitado em projetos em torno de Degas desenvolvidos por museus ao redor do mundo, que se ocupam mais de questões estilísticas e formais em relação ao artista. A abordagem de sua obra por meio de uma perspectiva política, social e crítica estará, no entanto, no catálogo Degas: dança, política e sociedade.

DEGAS
4 de dez a 1º de agosto de 2021
MASP, Avenida Paulista, 1578, São Paulo
O MASP tem entrada gratuita às terças-feiras, durante o dia todo.

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