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MAM Rio apresenta programa ‘Supernova’ e a coletiva ‘Composições para tempos insurgentes’

28/09/2021 - Por ArtRio

MAM Rio apresenta, a partir do dia 9 de outubro, duas novas exposições: ‘O que se degrada segue em frente’, individual de Ana Clara Tito como parte do projeto Supernova, e a coletiva ‘Composições para tempos insurgentes’, com curadoria de Beatriz Lemos, Keyna Eleison e Pablo Lafuente.

O MAM Rio, Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, lança agora em outubro o projeto Supernova, que traça um panorama da produção artística contemporânea no Brasil. O programa de exposições individuais cria uma plataforma de obras comissionadas e mapeia as práticas que constituem a contemporaneidade em função de diversos contextos e múltiplas linguagens. Sob a curadoria de Beatriz Lemos, Keyna Eleison e Pablo Lafuente, Supernova abre com quatro artistas de geografias diversas e práticas distintas: Ana Clara Tito, Militina Garcia Serejo, Sallisa Rosa e Uýra Sodoma.

Cada exposição oferece uma situação excepcional, similar ao fenômeno astronômico Supernova, evento transitório que ocorre durante os últimos estágios evolutivos de uma estrela massiva ou quando um remanescente estelar inicia uma fusão nuclear descontrolada, gerando uma explosão estelar poderosa e luminosa. De acordo com Beatriz Lemos, “o programa abre espaço para artistas cujas poéticas e presenças se estabelecem na constante negociação com o sistema da arte.” Para a curadora, ao convidar artistas de múltiplas geografias a desenvolver projetos de exposições individuais, o MAM Rio se torna também um espaço de formação profissional, oferecendo aos artistas a oportunidade de se familiarizar com os processos próprios da instituição: “As exposições apresentarão majoritariamente obras inéditas, pensadas para ocupar o museu a partir da relação com seu entorno e arquitetura”.

No dia 9 de outubro, a mostra ‘O que se degrada segue em frente’, de Ana Clara Tito, marca o lançamento do programa. Ainda em novembro deste ano, será a vez de Sallisa Rosa. Já Uýra Sodoma e Militina Garcia Serejo terão suas individuais em 2022, como parte da programação do MAM Rio. Cada exposição será sempre acompanhada de uma publicação monográfica, contribuindo a uma ampla representação da cena artística contemporânea brasileira.

Registro da montagem da exposição ‘O que se degrada segue em frente’, de Ana Clara Tito. Foto Fabio Souza

A individual de Ana Clara Tito é focada em um trabalho específico que ela nomeia de “complexo, um tipo de obra que prefiro não chamar de instalação”, explica. Apoiada neste conceito, as obras da artista ocuparão as paredes e o piso da área expositiva do MAM Rio, criando um contínuo de objetos, materiais e composições, até o dia 6 de fevereiro de 2022.

Fabio Szwarcwald, diretor institucional do MAM Rio, considera que o projeto é de máxima importância: “Pensar a arte brasileira a partir de produções diversas, em linguagens e autorias, é fundamental na compreensão daquilo que somos. O panorama apresentado por Supernova, como um programa contínuo do museu, será efetivo para conhecermos os muitos ‘Brasis’ de Norte a Sul, Leste a Oeste”.

Coletiva ‘Composições para tempos insurgentes’ traz projetos comissionados e obras do acervo borram as fronteiras entre natureza e humanidade

Também no dia 9 de outubro o MAM Rio abre a coletiva ‘Composições para tempos insurgentes’, com curadoria de Beatriz Lemos, Keyna Eleison e Pablo Lafuente. A exposição combina projetos comissionados, desenvolvidos especificamente para a ocasião, com trabalhos dos acervos do museu e de outras coleções. Pensando o MAM Rio
como um espaço expositivo ampliado, a mostra conecta seu interior e arquitetura modernista – desenhada por Affonso Eduardo Reidy – a todo seu entorno, que abrange o patrimônio biológico e humano do Parque do Aterro.

Com cerca de cem obras, Composições propõe uma reflexão sobre processos de articulação de vida, a partir de diferentes identidades, temas, formatos e linguagens. A curadoria selecionou trabalhos de Adriana Varejão, Alberta Wittle, Bo Zeng, Brígida Baltar, Castiel Vitorino Brasileiro, Celeida Tostes, Dalton Paula, Daniel Steegmann Mangrané, Franz Krajcberg, Manauara Clandestina, Naomi Rincón Gallardo, Negalê Jones, Nelson Felix, Regina Vater, Tunga e Wanda Pimentel, entre outras e outros.

Segundo Keyna Eleison, diretora artística do MAM Rio, os trabalhos são construídos a partir de saberes diversos, considerando tradições indígenas, afro-brasileiras e populares: “São obras de artistas que pensam a arte como saída de vida. Suas poéticas lidam com diferentes cosmovisões e promovem articulações sociais em coletivo, com reflexões sobre estruturas sustentáveis e de cuidado, a partir de noções de território”.

A coletiva – que ocupa três espaços, incluindo o Salão Monumental – reúne obras de múltiplas dimensões que conectam as diversas áreas do museu. De acordo com Keyna, toda a expografia foi pautada por relações triangulares na intenção de fugir de binarismos: “Há um pensamento tríptico que conduz diversas dinâmicas da mostra. Três é o número de Exu, bem como da Santíssima Trindade. É também o número de compassos que compõem as partituras dos ritmos que pressupõem um outro (ou outros) para serem dançados, como a valsa e a polca. Composições é um grande convite a imaginar coletivamente novas dinâmicas de vida”.

Com a participação dos artistas que integram a mostra e de mestras e mestres de diferentes áreas de saberes (como biólogos, mães de santo, cientistas, poetas, rabinos e arquitetos), a exposição vai gerar uma publicação dividida em três eixos: relações, estratégias e cosmologias.

Acompanham a coletiva mostras de filmes coordenadas pela Cinemateca do MAM, além de cursos e seminários organizados dentro do Bloco Escola, e residências artísticas que compartilharão temáticas e dinâmicas.

Ao longo dos quatros meses de exibição, alguns trabalhos serão ativados pela equipe de Educação e Participação do MAM Rio. É o caso da instalação Ânsia – Programa de estudos em naturezas monstruosas de Jonas Van, artista de Fortaleza (CE) que desenvolveu um espaço de convívio e conversas com mobiliário construído por ele e pela equipe de arquitetura do museu, e Negalê Jones, artista de Magé (RJ), que realizará oficinas sonoras com plantas e elementos eletrônicos nas áreas externas dos Jardins do MAM.

Composições para tempos insurgentes e
Ana Clara Tito, O que se degrada segue em frente
9 de outubro de 2021 a 6 de fevereiro de 2022
Av. Infante Dom Henrique, 85, Aterro do Flamengo
Quintas e sextas, das 13h às 18h
Sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h
Tel: (21) 3883-5600


Na imagem do topo: registro da montagem da exposição de Ana Calra Tito como parte do projeto Supernova. Foto Fabio Souza

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