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O artista Luiz Aquila expõe seis obras inéditas em coletiva no Paço Imperial

29/03/2026 - Por ArtRio

Luiz Aquila apresenta seis novos trabalhos na coletiva “Constelações – 40 Anos do Paço Imperial”, que comemora os 40 anos do espaço na Praça XV como centro cultural. Convertendo memória e território em linguagem visual, o artista ressignifica a experiência vivida na viagem de 15 dias que fez ao México, em outubro do ano passado, na série inédita “Impregnação e sensação”. Reinterpretados como construções sensíveis entre memória, formas e cores, Aquila produziu sobre os trabalhos inéditos sobre cartão, usando pastel, tinta guache e bastão de óleo.

“A viagem foi extremamente marcante, entre outros aspectos pela identificação cultural conosco, no Brasil: foi colônia ibérica, sofreu com a conquista, possui uma civilização local dos povos iniciais e ao mesmo tempo uma cultura material muito antiga. Lá é possível vivenciar uma herança muito sólida fisicamente. Todas essas situações de língua, tradição, floresta, deserto, arte popular incrível, a cor que eles aplicam sobre a arquitetura, tudo isso mexeu demais comigo. Além do contato com as pessoas locais. Todo esse conjunto de fatores estimulou meu repertório, como se já existisse dentro de mim. E eu cheguei aqui ‘impregnado de México’ depois de viajar bastante por longos percursos de carro e testemunhar as mudanças de paisagem, entre rochas e vegetação de deserto fantástica e, em um segundo plano, vulcões ativos e montanhas com neves eternas”, diz Aquila.

A exposição coletiva no Paço Imperial reúne cerca de 160 obras de mais de 100 artistas, de diferentes gerações, sob curadoria da diretora da instituição, Claudia Saldanha (com equipe), e Ivair Reinaldim, membro do Comitê Brasileiro de História da Arte e do Conselho do Paço Imperial.

“Até hoje, Luiz Aquila foi um dos artistas mais atuantes no Paço Imperial, em individuais e coletivas marcantes, entre elas “Atelier FINEP” e ‘Caminhos do Contemporâneo’. Para mim, Aquila é um interlocutor permanente e seu vínculo com a instituição transcende o espaço físico ou histórico. Ele cultivou e mantém laços com Lauro Cavalcanti, que já dirigiu o Paço, e com Glauco Campello, arquiteto responsável pela restauração do edifício”, afirma Claudia Saldanha.

Além de Luiz Aquila, outros nomes consagrados – como Carlos Vergara, Anna Bella Geiger, Luiz Pizarro, Iole de Freitas, Cildo Meireles, Adriana Varejão, Beatriz Milhazes – estão presentes através de suas obras, bem como artistas de várias gerações: Tiago Sant’Ana, Siwaju e os participantes do Prêmio PIPA Maxwell Alexandre, Cadu, Aline Motta e Enorê. Não se trata, portanto, de uma retrospectiva; o público verá algumas obras já mostradas antes, uma seleção de arte popular do Museu do Folclore e peças escolhidas do acervo do Museu do Inconsciente, fundado pela Dra. Nise da Silveira, e também do Museu Bispo do Rosário. Haverá, ainda exibição de vídeos de alguns artistas.

A coletiva vai até a 7 de junho de 2026. O Paço Imperial fica na Praça XV de Novembro, 48 – Centro. Funcionamento: de terça a domingo e feriados, das 12h às 18h. Entrada gratuita.

Sobre Luiz Aquila
Luiz Aquila é um dos mais ativos artistas brasileiros. Foi professor em Évora, Portugal; Universidade de Brasília; Centro de Criatividade da Unesco-DF e EAV Parque Lage-RJ, da qual foi diretor. Participou de mais de cem de exposições individuais e coletivas, como Bienal de Veneza; 17ª e 18ª Bienais SP e Brasil Século XX, 1994; retrospectivas no MAM-RJ, 1992; MASP-SP, 1993; Paço Imperial 2012 além de mostras individuais em museus e galerias de 1963 a 2026.

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