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CCBB RJ lança visita virtual à exposição que apresenta a coleção de Andrea e José Olympio

17/06/2021 - Por ArtRio

O CCBB RJ lança essa sexta, 18 de junho, tour virtual com tecnologia de fotografia digital 360º que permite passeio completo pela mostra  “1981/2021: Arte Contemporânea Brasileira na coleção Andrea e José Olympio Pereira”, atualmente em cartaz na instituição. 

A mostra apresenta 119 obras de 68 artistas pertencentes à  coleção do casal carioca Andrea e José Olympio, radicado em São Paulo há mais de 30 anos, e que consta na lista publicada anualmente pela revista ARTnews como integrante do grupo dos 200 maiores colecionadores de arte do mundo. O acesso a versão virtual da exposição, que promete fazer o visitante sentir como se caminhasse por entre as galerias do centro cultural, poderá ser feito pelo site do CCBB RJ:  www.bb.com.br/cultura e dará acesso às informações sobre cada obra, aos textos críticos e institucionais, em português, inglês e também à tradução em libras.

A mostra ocupa as oito salas do primeiro andar do CCBB RJ a partir de núcleos temáticos, com obras de importantes artistas de diferentes gerações cobrindo um arco de 40 anos de arte contemporânea brasileira. A exposição conta com obras em diferentes linguagens, como pintura, instalação, escultura, vídeo e fotografia. “A ideia é que o público veja cada sala como uma exposição diferente e que tenha uma experiência distinta em cada uma delas. Os contrastes e a diversidade da arte brasileira serão visíveis a partir da experiência do espectador”, afirma Raphael Fonseca, curador convidado a pensar uma narrativa para a exposição a partir da coleção.

Na primeira das oito salas, nomeadas a partir de obras presentes em cada espaço, intitulada “A Coleção”, está uma única obra: a instalação homônima do artista paulistano Pazé. Feita em adesivo vinílico, ela cobre todas as paredes do espaço com a imagem de uma coleção de pinturas, onde, nos diversos quadros, há personagens que olham para os visitantes. A segunda sala, “Coluna de Cinzas”, parte da escultura de Nuno Ramos, de 2010, em madeira e cinzas, medindo 1,87m de altura, para falar sobre o tempo, sobre a morte e sobre a brevidade da vida.  Nesta mesma sala estão as obras “Isto é uma droga” (1971/2004), de Paulo Bruscky; “Stereodeath” (2002), de Marcos Chaves, e o vídeo “Nanofania” (2003), de Cao Guimarães, e, no cofre, o vídeo “O peixe” (2016), de Jonathas de Andrade.

Pazé, A Coleção, 2009

A terceira sala da exposição é a maior de todas, com 42 obras, e chama-se “Costela de Adão”, inspirada na pintura de Marina Rheingantz, de 2013. “É um núcleo basicamente sobre paisagem, tema que tem bastante destaque na coleção”, afirma Raphael Fonseca. Nesta sala, estão obras de Amelia Toledo, Ana Prata, Brigida Baltar, Claudia Andujar, Daniel Acosta, Daniel Steegmann Mangrané, Efrain de Almeida, Fabio Morais, Jaider Esbell, Janaina Tschape, Jorge Guinle, Leonilson, Lucas Arruda, Lucia Laguna, Marina Rheingantz, Mauro Restife, Paulo Nazareth, Paulo Pasta, Paulo Nimer Pjota, Rodrigo Andrade, Rosana Ricalde, Sandra Cinto, Vania Mignone e Waltercio Caldas.

“War” é a quarta sala, com nome inspirado na obra do artista Rodrigo Matheus. Esse núcleo traz obras com o tema da violência e conflito, como as pinturas em óleo sobre tela “Azulejaria com incisura vertical” (1999), de Adriana Varejão; e “Caveira” (2007), de Antonio Malta Campos; além da fotografia “Sem título (for sale)”, de 2011, de Paulo Nazareth; do neón “Sex,War & Dance” (2006), de Carmela Gross; da obra “Batalha naval” (2004), também de Rodrigo Matheus; e “Sala de trabalho” (2013), de Afonso Tostes.

Seguindo, chega-se à quinta sala, intitulada “Saramandaia”, que é uma escultura em bronze policromado da artista Erika Verzutti, de 2006. “Neste núcleo, é pensando o corpo estranho nas artes visuais, ou seja, o monstro, a mistura entre humano e animal, com um caráter mais surrealista, que podemos encontrar nos desenhos do Cabelo e nas obras da Laura Lima e do Véio”, explica o curador. Nesta sala, estão 34 obras dos artistas Adriano Costa, Alex Cerveny, Anna Israel, Bruno Novelli, Cabelo, Eduardo Berliner, Erika Verzutti, Gilvan Samico, Ivens Machado, José Bezerra, Laura Lima, Odires Mlázsho, Paulo Monteiro, Tunga, Véio (Cícero Alves dos Santos) e Walmor Corrêa.

Trabalhos que pensam a relação entre documento e ficção, verdade e mentira, estão na sexta sala, “Como se fosse verdade”, cujo nome veio da instalação da dupla Bárbara Wagner e Benjamim de Burca, de 2017, onde retratos de pessoas que passavam por um terminal de ônibus foram transformados em capas de CDs. Além da instalação, nesta sala também estão obras de Fábio Morais, Iran do Espírito Santo, Laura Lima, Leda Catunda, Leonilson, Maureen Bisilliat, além do trabalho “Carmen Miranda – uma ópera da imagem” (2010), de Laércio Redondo.

A série de fotos “Blue Tango” (1984/2003), de Miguel Rio Branco, que retrata crianças jogando capoeira, dá nome à sétima sala, cujo tema é o movimento e a dançar. Neste núcleo também estão obras de Carla Chaim, Emmanuel Nassar, Enrica Bernadelli, Ernesto Neto, Iole de Freitas, Jarbas Lopes, Luciano Figueiredo, Luiz Braga, Dias & Riedweg, Miguel Rio Branco, Mira Schendel e Rodrigo Matheus. Na oitava e última sala está a obra “Menos-valia” (2005-2007), da artista Rosângela Rennó, composta por objetos adquiridos na feira Troca-troca, na Praça XV, no Rio de Janeiro, seccionados de acordo com os respectivos níveis de depreciação no ato da negociação.

 

1981/2021: Arte Contemporânea Brasileira na coleção Andrea e José Olympio Pereira
Centro Cultural Banco do Brasil – Rio de Janeiro
Visita virtual disponível a partir do dia 18 de junho de 2021
Acesso gratuito em: www.bb.com.br/cultura
Visitação presencial até 26 de julho de 2021
Entrada franca. Agendamento obrigatório


Na imagem do topo: Jaider Esbell, De onde surgem os sonhos, 2021. Foto: Rafael Chvaicer e Ana Viotti

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