ArtRio 2021 | MAM Rio lança nova edição do Clube de Colecionadores na ArtRio
MAM Rio lança a 8ª edição de seu Clube de Colecionadores no dia 8 de setembro, em seu estande na ArtRio 2021, fruto de uma parceria da feira com a instituição. O conjunto reúne trabalhos de Dalton Paula, Gê Viana, Paulo Nazareth e Rivane Neuenschwander; e edição especial de Thiago Martins de Melo.
O Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, MAM Rio, lançará a 8ª edição do Clube de Colecionadores no dia 8 de setembro, em seu estande na ArtRio 2021. O novo conjunto apresenta quatro gravuras de Dalton Paula, Gê Viana, Paulo Nazareth e Rivane Neuenschwander, e conta com edição especial de Thiago Martins de Melo. O Clube 8 foi selecionado pela equipe curatorial do MAM Rio em consonância com as linhas temáticas do programa artístico, valorizando práticas engajadas com as questões do presente.
Criado em 2004, o Clube de Colecionadores é uma oportunidade de aquisição de obras exclusivas de artistas visuais brasileiros, com tiragem limitada. A renda arrecadada a partir da venda dos conjuntos é integralmente revertida para os projetos de arte, cultura e educação do MAM Rio. “Há 17 anos, o Clube fomenta o colecionismo, difunde a arte contemporânea e incentiva a produção artística”, afirma Fabio Szwarcwald, diretor executivo do museu.
“Esta edição dialoga com os demais projetos do museu, sendo composta por artistas com inserção no mercado e trajetórias profissionais consolidadas, cujos interesses de pesquisa nos ajudam a pensar as narrativas de museu que queremos”, reflete a curadora Beatriz Lemos.

Estande do MAM Rio na ArtRio 2020, quando lançaram o Clube de Colecionadores #7. Foto: Bruno Ryfer
Clube de Colecionadores #8 (os trabalhos não são vendidos separadamente; R$ 8 mil)
Dalton Paula, Enfia a faca na bananeira, 2017-2021. serigrafia sobre papel Hahnemühle 300 g/m2. 43,6 x 100 cm. Tiragem 100 + 7 PA
Os trabalhos de Dalton Paula partem da problematização das estruturas sociais no país, articulada à herança deixada por africanos escravizados. Sua atuação no campo artístico vem ganhando grande visibilidade nos últimos anos, contribuindo para o aprofundamento dos estudos afrodiaspóricos e a maior conscientização estrutural do racismo em nossa sociedade. Enfia a faca na bananeira é parte de uma série de pinturas (2017-2021) que, para o Clube de
Colecionadores, foi impressa como serigrafia. A obra reúne cenas do cotidiano de trabalho protagonizadas por ferramentas e símbolos de poder, cura e resiliência.
Gê Viana, Sentem para jantar, 2021. série Atualizações traumáticas de Debret impressão em jato de tinta com pigmento natural de colagem digital sobre papel Hahnemühle Photo Rag 308 g/m2. 29,7 x 42 cm. Tiragem 100 + 7 PA [Na imagem do topo]
Inspirada pelos acontecimentos da vida familiar maranhense, especialmente no que se refere aos costumes e códigos de heranças afroindígenas, Gê produz colagens a partir de imagens de arquivo e experimentos urbanos em formato lambe-lambe. Sentem para jantar, da série Atualizações traumáticas de Debret, é uma colagem digital que dá continuidade ao processo já em curso de revisões históricas e iconográficas, tendo como base as obras do artista francês Jean-Baptiste Debret para a célebre publicação “Viagem Pitoresca e Histórica ao Brasil” (1834- 1839), obra que pautou imageticamente o período colonial.
Paulo Nazareth, Leônidas da Silva, 2021. Serigrafia sobre papel Pólen 90 g/m2. 96 x 66 cm. Tiragem 100 + 7 PA
A obra Leônidas da Silva compõe a nova série de serigrafias do artista, que visa difundir imagens de personalidades negras, indígenas e racializadas, fundamentais para a constituição política e cultural brasileira. A composição desses retratos e sua inserção como obra de arte faz referência aos processos de apagamentos históricos tão correntes quando pensamos nas presenças e ausências na narrativa histórica do país.
Rivane Neuenschwander, Trópicos malditos, gozosos e devotos (gravura), 2021. Linoleogravura sobre papel Canson Edition 250 g/m2. 28 x 38 cm. Tiragem 100 + 7 PA
Trópicos malditos, gozosos e devotos (gravura) se trata de uma desdobramento da série de pinturas de mesmo título, realizadas a partir de conversas sobre o medo, a violência sexual e a guerra. Nesta série, Rivane constrói relações sutis e explícitas com as angústias da atualidade e a afirmação de tempo cíclico. A obra é resultado dos primeiros experimentos em xilogravura realizados pela artista.
Edição especial (vendida separadamente a R$ 7 mil): Thiago Martins de Melo, A cauda, 2021. Resina pigmentada. 23 x 36 x 19 cm | 4,4 kg. Tiragem 30 + 7 PA [Na imagem a baixo]
A cauda, escultura idealizada especialmente para o Clube de Colecionadores do MAM Rio, discute a relação mística e espiritual entre humanos e animais, tendo referências à cultura tradicional do Brasil, com seus mitos, lendas e ocorrências reais. A obra apresenta uma figura feminilizada, que pode ser lida como uma mulher, sob um animal com feições de felino e cauda de réptil.

Thiago Martins de Melo, A cauda, 2021
CLUBE DE COLECIONADORES MAM RIO #8
Lançamento: 08 de setembro de 2021
Artistas convidados: Dalton Paula, Gê Viana, Paulo Nazareth e Rivane Neuenschwander | Edição especial: Thiago Martins de Melo
MAM Rio na ArtRio de 8 a 12 de setembro na Marina da Glória e no ArtRio.com
08 de setembro – Preview das 13h às 21h
09 a 11 de setembro – das 13h às 21h
12 de setembro – das 12h às 20h
Compre seu ingresso em ArtRio.com/tickets
O agendamento de horário para períodos de 2h é obrigatório. Não haverá venda de ingressos no local.
Marina da Glória – Av. Infante Dom Henrique, S/N – Glória