ArtRio | 14 a 18 de setembro de 2022 ArtRio | 14 a 18 de setembro de 2022

Conversa ArtRio | Vamos juntas? Como a arte pode unir mulheres

Uma conversa entre Anna Costa e Silva e Nanda Feliz e sobre o aprisionamento de mulheres em rótulos, limitações e diagnósticos, sejam eles médicos ou não. E como através de trabalhos de arte podemos elaborar essas vivências e atuar coletivamente para mudanças práticas na sociedade. Ana e Nanda vão dividir com o público a experiência da produção do filme "Por favor leiam para que eu descanse em paz" que tem como início uma carta da avó de Nanda encontrada na ocasião do seu falecimento e, a partir de uma chamada aberta, apresenta o relato de diversas mulheres sobre suas histórias pessoais de opressão e loucura. A conversa será mediada por Maíra Marques da Potência Ativa.

Anna Costa e Silva trabalha a partir de situações construídas entre pessoas, que propõem reformulações dos tecidos sociais e afetivos, tendo o encontro como principal matéria. Seus projetos acontecem nas interseções entre artes visuais e cênicas, práticas relacionais e cinema, e se materializam, ou não, em instalações, filmes, sons ou situações efêmeras. Interessada nas fragilidades e sutilezas, nos estados entre sono e vigília, na suspensão do tempo, no que subverte o espetáculo e a lógica produtiva. Seus dispositivos desafiam os limites entre realidade e ficção, eu e o outro, experiência e memória. Entre suas exposições, destacam-se as individuais Assíntotas (Caixa Cultural), Éter (Centro Cultural São Paulo) e Ofereço Companhia (Galeria Superfície) e coletivas em instituições como BienalSur (Buenos Aires), Art In Odd Places (NY), Pivô, Oi Futuro, A Gentil Carioca, Casa França Brasil. Ganhou os prêmios FOCO ArtRio, American Austrian Foundation, foi finalista do Premio Marcantonio Vilaça 2019 e indicada ao Premio PIPA 2018/ 2020. Em 2022, realiza residência na Ubisoft Winnipeg, promovida pela Terremoto.

Nanda Félix é diretora, roteirista e terapeuta. Natural do Rio de Janeiro, é formada em artes cênicas e tem uma extensa carreira no teatro como atriz e diretora. Sua pesquisa percorre os espaços entre a memória e a imaginação, refletindo sobre as narrativas do sentir e os atravessamentos que provocam no corpo as experiências vividas e criadas ao longo de uma história e seus desvios possíveis. Lançou em 2017 seu livro Um País no Meio do Mar pela editora 7 Letras. Seu filme ``Rafameia" estreou no International Film Festival Roterdam - IFFR em 2021 e circulou por festivais como Olhar de Cinema, Festival do Rio, New Holland Island International Debut Film Festival, Cine BH entre outros. Premiado como melhor curta metragem de ficção no 16° Trinidad + Tobago Film Festival e melhor roteiro e direção no Festival Primeiro Plano 2021 - Juiz de Fora. É sócia fundadora da Herética, plataforma e produtora de conteúdo que pesquisa a desnaturalização de práticas normativas em sexo e já publicou seus textos na Folha de São Paulo e Hysteria.

Maíra Marques é formada em jornalismo, é feminista, curadora e artista visual. Com passagem pelo Ateliê da Imagem e EAV Parque Lage, seu trabalho é desenvolvido entre aspectos humanos de vulnerabilidade, intimidade e psicanálise. Produz fotografia, vídeo e performance, navegando entre poesia concreta, encontros pessoais e encontros em diálogos urbanos. É uma das co-idealizadoras da Potência Ativa, articulação de projetos de arte que debate as urgências do mundo e gera recursos para organizações que trabalham diariamente no front das lutas sociais. Além disso é integrante da operação MILHAS pela vida das mulheres, que ajuda brasileiras a acessaem aborto seguro e legal dentro do Brasil ou em países vizinhos. Em 2020 co-curou o projeto “Arte, substantivo feminino”, premiado pelo edital de curadoria da Apexart de 2021.

18 SET
17h30 - 18h30

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