"Cidade Perdida – Pedro Meyer" Exposição Individual

“Pedro Meyer explora a abstração dos mapas e os enigmas que eles sugerem. As dúvidas suscitadas geram possibilidades de leituras diversas que vão intermediar temas violentos e sua relação com o espectador. Do genocídio à escravidão, da engenharia da morte em massa ao sagrado, do distante e passado ao próximo e presente, todas as dores e lutas são apresentadas numa visão estrutural, construída. Para descobrir a ‘cidade perdida’ é preciso o distanciamento e o olhar intenso de quem procura a verdade”,  afirma Isabel Sanson Portella.

Uma das referências para o desenvolvimento das obras são mapas. As escolhas dos locais representados nos mapas são determinadas por levantamentos históricos e esses espaços foram ocupados por antepassados. Os mapas procuram ser imagens técnicas, precisas na apresentação geográfica, mas a cartografia atravessa um desenvolvimento que modifica sua configuração ao longo do tempo. Também existem cartografias imaginárias, as tentativas de reconstrução gráfica de arquiteturas perdidas, soterradas e apagadas. Para o artista, essas plantas são apenas hipóteses, conjecturas sobre um passado imaginado.

“Os mapas são ainda uma abstração formal. Desenhar um mapa é frequentemente relacionar as grades das malhas urbanas com a natureza disforme – tipologias abstratas e naturais reunidas em uma visão planar superior, que comprime e sintetiza. Na superfície do mapa verifico o jogo entre organismo e projeto, ocupação e ordem”, analisa Pedro Meyer.

15.JUN - 01.SEP
Galeria do Lago (Museu da República)
Rua do Catete, 153

De 10:00 às 17:00