Sobre a obra

Wind Mind

O poema-objeto Wind Mind de Arnaldo Antunes aproxima duas palavras que já possuem grafia e sonoridade semelhantes a partir de recursos visuais e mecânicos. O artistas se apropria do isomorfismo vertical e invertido das letras M e W para compor o poema que surge da ativação do objeto e do giro 180º desta primeira letra isomórfica inicial: Wind Mind – tradução literal para a expressão 'cabeça de vento'.


Ficha técnica

Técnica: objeto de acrílico com motor
Data: 2018
Edição: 15 + 2PA


Sobre o artista

Arnaldo Antunes

Arnaldo Augusto Nora Antunes Filho (São Paulo SP 1960).

Compositor, poeta, cantor, artista visual e performer. Aos 15 anos, ingressa no Equipe, colégio paulistano conhecido pela ênfase na formação artística e humanística, e começa a compor em parceria com o colega de classe Paulo Miklos e a escrever poesia. Em 1978, ingressa no curso de letras da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (FFLCH/USP), que não chega a concluir. No início dos anos 1980, ao lado de Miklos e dos artistas plásticos José Roberto Aguilar e Go (Regina de Bastos Carvalho, sua primeira esposa), integra o grupo músico-teatral Aguilar e Banda Performática, com o qual grava um disco independente em 1982. Nesse mesmo ano, com ex-colegas do colégio, funda a banda Titãs do Iê-Iê, da qual participa como compositor e vocalista. Rebatizado apenas como Titãs, o grupo lança em 1984 o primeiro disco, com grande sucesso. Devido à popularidade do conjunto, Antunes torna-se conhecido nacionalmente. Tem canções gravadas por inúmeros artistas, como Belchior, Marisa Monte, e bandas, como Barão Vermelho, além de compor com diversas parcerias. Ainda nos anos 1980, edita revistas literárias, participa de mostras de caligrafia e publica seus primeiros livros de poesia, inicialmente em edição artesanal - Ou E, de 1983 -, depois pela editora Iluminuras.

Em 1992, deixa os Titãs, mas continua compondo com o grupo. Inicia então carreira solo, lançando em média um disco a cada dois anos: Nome (1993), o primeiro deles, é também livro e vídeo. Seguem-se Ninguém (1995), O Silêncio (1996), Um Som (1998) e Paradeiro (2001). Em parceria com Marisa Monte e Carlinhos Brown, lança em 2002 o CD-DVD Tribalistas, que vende 1,5 milhão de cópias por causa do hit Já Sei Namorar. Cria seu próprio selo, Rosa Celeste, em 2004, pelo qual lança Saiba (2004), Qualquer (2006), Ao Vivo no Estúdio (2007) e IêIêIê (2009). Em 2010, lança o DVD Ao Vivo Lá em Casa, dirigido por Andrucha Waddington, e conta com aparticipação de Betão Aguiar, Chico Salem, Curumin, Edgard Scandurra, Marcelo Jeneci, Demônios da Garoa, Erasmo Carlos, Fernando Catatau e Jorge Benjor.

Tem canções utilizadas em diversos filmes e compõe trilha sonora para o espetáculo O Corpo, 2000, do Grupo Corpo. Paralelamente à carreira de músico e poeta, Antunes participa de diversas mostras de artes visuais e performáticas, no Brasil e no exterior, atuando como expositor, performer e curador. Trabalha em parceria com grandes nomes da música brasileira, como Jorge Ben Jor (Cabelo), Alice Ruiz (Socorro), Pepeu Gomes (Alma), Gilberto Gil (As Coisas), Péricles Cavalcanti (Eva e Eu), Marina Lima (Grávida) e Roberto Frejat (Lente).

Fontes:

Foto: http://www.arnaldoantunes.com.br/disco2/

Texto: ARNALDO Antunes. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileiras. São Paulo: Itaú Cultural, 2017. Disponível em: . Acesso em: 09 de Mai. 2017. Verbete da Enciclopédia. ISBN:

 

 
 


Carbono Galeria

São Paulo / SP

A Carbono é uma galeria que trabalha exclusivamente com edições de arte contemporânea. Através da colaboração com artistas consolidados, importantes galerias e curadores experientes, apresentamos múltiplos e prints exclusivos com a finalidade maior de expandir o mercado, criando mais oportunidades para novos colecionadores e difundindo o pensamento do artista.


Outras obras do artista