Sobre a obra

Topo-grafia

Topo-grafia integra uma série de trabalhos em que a artista constrói delicados grids, malhas ou topografias com linhas e elásticos em diferentes arranjos que ora se espalham e se amoldam ao canto da parede, ao rés do chão, ou até mesmo na amplitude de um jardim. O entrelaçado de fios elásticos se articula em diferentes arranjos formando quadriláteros que reinventam o espaço a partir de uma sutil deformação. O plano euclidiano dá lugar a um espaço topológico a partir do qual a percepção não mais se apoia em elementos fixos assegurados pelas noções de altura, largura e profundidade.

A obra acompanha certificado numerado e assinado pela artista.


Ficha técnica

Técnica: acrílico e linha
Data: 2018
Edição: 15 + 3PA


Sobre o artista

Amalia Giacomini

(São Paulo, 1974) Formada em Arquitetura e Urbanismo (FAU-USP) e mestre pela UFRJ, Amalia Giacomini começa a expor em 2002, na Escola de Artes Visuais do Parque Lage. Tão logo conclui a graduação em Arquitetura, a artista paulistana inicia sua pesquisa em artes visuais, tendo como foco questões como a representação do espaço. Muitas vezes, seu trabalho parte da arquitetura ou do espaço expositivo, como em obras da exposição individual Viés, no Paço Imperial (2016), em que a artista usa linhas, correntes ou telas anti-chamas para alterar a percepção espacial do espectador. Sobre tal mostra, o curador Felipe Scovino escreve: “Em diálogo com o minimalismo e o pós-minimalismo, em especial com a obra de Fred Sandback, é especialmente inventivo o fato de como a linha fabrica fronteiras, caminhos, percalços, desvios, rumos, em torno de uma tridimensionalidade tátil. As ideias de não-arquitetura e não-paisagem são retomadas também pelo fato de como o entorno, e não apenas o objeto per si, é parte da obra e definitivamente trazido para ‘dentro’ do espaço expositivo”. A percepção também é provocada em objetos de parede, como os Estudos da série Memória da Casa. Neles, a artista se vale outra vez das telas anti-chamas para criar volumes virtuais, recortando e sobrepondo o material em camadas. “Corpo, movimento, arquitetura, física, luz e uma construção virtual do espaço são campos de interesse da artista. Em suas obras, nunca o espaço é percebido como um todo pois ele está sempre em mudança. Duvidamos sobre o que está diante de nós porque sejam telas intercaladas com o espaço, a paisagem ou o próprio vazio, sejam correntes que se colocam como desenhos no espaço criando topografias ou lugares variáveis, o material e as formas criadas por Amalia sempre sugerem um ato contínuo em que olho e imaginação são constantemente solicitados e cruzados”, conclui Scovino no texto da exposição Viés. Amalia já expôs seu trabalho em diversas instituições do país, como Instituto Tomie Othake (SP), Itau Cultural (SP), Museu da Casa Brasileira (SP), Paço Imperial (RJ), Centro Cultural São Paulo, Centro Universitário Maria Antonia da USP, Galerias da FUNARTE (RJ e DF), Centro Cultural Sérgio Porto (RJ), Museu de Arte Contemporânea do Paraná (Curitiba) e MAC de Niterói (RJ). Fora do Brasil apresentou em 2009 a exposição Liberér l’horizon reinventér l’espace, na galeria da Cité des Arts em Paris. Em 2012 realizou a exposição individual The Invisible Apparent na Galeria Nacional de Praga. A artista vive e trabalha no Rio de Janeiro.


CARBONO GALERIA

São Paulo / SP

A Carbono é uma galeria que trabalha exclusivamente com edições de arte contemporânea. Através da colaboração com artistas consolidados, importantes galerias e curadores experientes, apresentamos múltiplos e prints exclusivos com a finalidade maior de expandir o mercado, criando mais oportunidades para novos colecionadores e difundindo o pensamento do artista.


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