Sobre a obra

Tempo Livre (série Intersecções)


Ficha técnica

2023
óleo sobre papel
23 x 30,5 cm
(30,5 x 42,5 x 1,5 cm com moldura)


Sobre o artista

João Trevisan

João Trevisan é bacharel em Direito. Seu trabalho consiste em explorar questões relacionadas a máxima do objeto que tratem sobre a matéria, peso, leveza, tensão, articulação, equilíbrio e política. O trabalho de Trevisan é um exercício de equilíbrio de pesos e apoios, entre a madeira, os metais e a gravidade. Utilizando dos elementos encontrados às margens da ferrovia João os agrupa e ordena de diferentes maneiras produzindo novos corpos; seus trabalhos, sejam eles criados pelo espaço entre chapas de ferro que se mantém em pé com o auxílio dos parafusos, suas pinturas com fundos pretos e linhas verticais de diversas espessuras ou até mesmo as pequenas ripas de madeira com tinta óleo discutem intervalos. Quase como uma partitura musical onde a leitura do que está presente acontece a partir do espaço vazio, do intervalo. Entre as exposições individuais estão: corpo-trajeto, instituto adelina (São Paulo, SP, 2019) com curadoria mario gioia; corpo, breve instante, galeria karla osório (Brasília, DF, 2019) com curadoria de malu serafim; descarrilho, decurators (Brasília, DF, 2018) e estrutura gestual, galeria xxx arte contemporânea (Brasília, DF, 2017). Entre as exposições coletivas estão: eu o outro, galeria manoóbra (Brasília, DF, 2019); métrica, galeria oma (Brasília, DF, 2018); [re]invenções, elefante centro cultural (Brasília, DF, 2018); brasília extemporânea, casa de cultura da américa latina (Brasília, DF, 2018); 43º salão de arte de ribeirão preto nacional contemporâneo, museu de arte de ribeirão preto (Ribeirão Preto, SP, 2018); eixo do fora, salão / residência, museu nacional da república (Brasília, DF, 2017) entre outras. Entre as prêmios, bolsas e residências que participou estão: casero, residência artística - artista convidado (Itatiaia, RJ, 2019) e eixo do fora, prêmio aquisição (Brasília, DF, 2017). Entre as coleções públicas estão: MAR - museu de arte do rio, Rio de Janeiro, RJ; MUN - museu nacional da república de brasília - Brasília, DF; MARP - museu de arte de ribeirão preto - Ribeirão Preto, SP.


Galeria Raquel Arnaud

São Paulo / SP

A consistência e a importância de um artista vêm do aprimoramento de suas fases e pesquisas. Para um artista, assim como para uma galeria, é imprescindível manter uma linha de trabalho sem concessões. A trajetória da Galeria Raquel Arnaud é assinalada por escolhas visuais contundentes e pelo esforço no sentido de colocar em perspectiva as tendências que representa. Precursora no mercado de arte brasileira e fundamental para o desenvolvimento e consolidação da arte contemporânea, a Galeria Raquel Arnaud foi criada em 1973, com o nome de Gabinete de Arte. Com espaços marcantes assinados por arquitetos como Lina Bo Bardi, Ruy Ohtake e Felippe Crescenti, o Gabinete passou por diferentes endereços como as avenidas Nove de Julho e Brigadeiro Luís Antônio, além do espaço que havia pertencido ao Subdistrito Comercial de Arte, na rua Artur de Azevedo, em Pinheiros, no qual permaneceu de 1992 a 2011. O foco no segmento da abstração geométrica e a atenção especial dada às investigações da arte contemporânea – arte construtiva e cinética, instalações, esculturas, pinturas, desenhos e objetos – perpetuaram a Galeria Raquel Arnaud no Brasil e no exterior, tanto por sua coerência como pela contribuição singular para valorização e consolidação da arte brasileira. Para isso, contribuíram de forma fundamental artistas como Amilcar de Castro, Willys de Castro, Lygia Clark, Mira Schendel, Sergio Camargo, Hércules Barsotti, Waltercio Caldas, Iole de Freitas e Arthur Luiz Piza, entre outros. Atualmente com sede na rua Fidalga, 125, Vila Madalena, a Galeria Raquel Arnaud representa artistas reconhecidos nacional e internacionalmente – Waltercio Caldas, Carlos Cruz-Díez, Arthur Luiz Piza, Sérvulo Esmeraldo, Iole de Freitas, Maria Carmen Perlingeiro, Carlos Zilio e Tuneu. Os mais jovens atestam a consolidação de novas linguagens contemporâneas – Frida Baranek, Geórgia Kyriakakis, Daniel Feingold, Julio Villani, Célia Euvaldo, Wolfram Ullrich, Elizabeth Jobim, Carla Chaim, Carlos Nunes e Ding Musa. Raquel Arnaud também fundou o Instituto de Arte Contemporânea (IAC) em 1997, a única instituição no Brasil que cataloga documentação de artistas.


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