Sobre a obra

Gisberta, 2020


Ficha técnica

acrílica sobre tela


Sobre o artista

Marcelo Mello

Não Pinto Sozinho, Tenho o Mundo Debruçado Sobre Meus Ombros Brasileiro, gay, nascido no subúrbio do Rio de Janeiro, mais especificamente na Ilha do Governador, atualmente morador de Santa Teresa, Marcelo Mello propõe reapresentar valores e atitudes desgastadas e / ou normalizadas do nosso dia-a-dia. Segundo o próprio artista: “Busco a Pintura no meu cotidiano. O meu trabalho começa a partir da observação do que ocorre nas ruas, das andanças pela comunidade em que estou inserido e, como um cronista, me interesso pelo o que é popular, comum, pelas superfícies e o acaso nas ações sofridas por elas. Pinto com o intuito de ampliar vozes e falar de questões como: representatividade, dignidade, racismo, exclusão e violência, mas sempre tendo em mente que sou pintor e parte ativa do meu contexto social”. Ranhuras, pixos, massas nas paredes, umidade... são equiparados às técnicas tradicionais da Pintura como impastos, veladuras, afrescos e pigmentações na construção de suas telas, que têm, na edição e ressignificação de imagens vindas de artistas que o antecederam, diálogo com a História da Arte. “A formação de um pintor exige conhecimento da História da Pintura e os caminhos que foram tomados desde, no mínimo, a Renascença. Isso, no meu caso, além de formar pensamento crítico, ajudou a construir um repertório iconográfico que aplico e edito constantemente em minhas telas, resolvendo assim, também, um desconforto ético em usar situações e pessoas reais. Ao unir imagens de pintores que me formaram e o acaso das composições das ruas, coloco no mesmo tabuleiro, épocas e representações diferentes, atitudes e pensamentos distintos. Com isso, posso tocar em questões da Pintura como: temporalidade, deslocamento de contexto, figura e fundo, planaridade e etc... posso me situar local e temporalmente”. Na singularidade dessas relações, narrativas em superfícies caóticas geralmente, e ao mesmo tempo uma percepção reformulada do cotidiano, onde se tem na Pintura atuação crítica, Mello reavalia e desconstrói sua posição como artista, validando suas escolhas segundo uma autoafirmação: “não pinto sozinho, tenho o mundo debruçado sobre meus ombros”.


MARTHA PAGY ESCRITÓRIO DE ARTE

Rio de Janeiro / RJ

MARTHA PAGY Escritório de Arte representa e agencia artistas de gerações e linguagens diversas, acompanhando o desenvolvimento de suas carreiras e produção para a inserção de seus trabalhos no mercado da arte contemporânea. Com a proposta de criar um espaço que permita ao espectador um contato mais exclusivo e intimista com a arte, Martha Pagy trouxe a galeria para sua casa, em 2013, apresentando as obras num ambiente e cenário propícios à fruição e à reflexão, e incentivando o colecionismo. De 2007 a 2012 dirigiu a galeria Largo das Artes, no Centro histórico do Rio, onde realizou exposições de arte contemporânea com nomes do Brasil e do exterior, e promoveu o lançamento de jovens talentos na cena artística brasileira. Foi uma das responsáveis pela formulação do perfil de atuação do Centro Cultural Banco do Brasil no Rio de Janeiro, na função de diretora de programação e patrimônio, desde sua inauguração, em 1989, até 2003. Foto: Luciano Bogado


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