Sobre a obra

Série Singularidades (Memória e identidade - Cap. 4)

O que nos determina como povo? Nosso 'documento de existência' é um CPF, um RG ou uma
impressão digital? O que nos identifica são as nossas diferenças? A nossa impressão digital está
em destaque nos documentos pessoais e nos serve como um carimbo singular da nossa
existência na sociedade, a digital carrega características únicas da nossa singularidade e é
utilizada como documento de identificação Mas, como “povo brasileiro” qual a nossa marca? O
que nos identifica como marca intrínseca do Brasil? São essas questões que alicerçam essa
pesquisa, os signos da memória e identidade se cruzam na medida em que se complementam e
se constroem N esse trabalho é possível ver a construção imagética dessa ponte simbólica Não
existe identidade sem memória, o brasileiro é fruto de sua memória e o povo é a 'impressão
digital' de seu país O que nos determina como Brasil é o povo Brasileiro, nossas singularidades
são múltiplas, somos um Brasil feito de “Brasis".


Ficha técnica

Datilograma (digitais do artista) atravessada por fotomontagens e digigravuras que misturam
arquivos e documentos fotográficos nacionais com recortes autorais, impresso com pigmento
mineral em papel Edition Etching Rag 310 g 100 algodão.


Sobre o artista

Hal Wildson

Hal investiga a incompletude humana através dos aspectos da palavra, memória e consciência social. Em um processo criativo capitular o artista propõe uma nova linguagem estética a cada série, apropriando-se das possibilidades expressivas de diversos materiais e processos técnicos. Atualmente, Hal utiliza a máquina de escrever como elemento simbólico reafirmando o resgate da memória e palavra. "Somos agentes ativos de cada letra escrita, de que forma a história escrita influencia a história que ainda há de vir?” A máquina de escrever dá luz às memórias em esquecimento, reafirmando que é preciso lembrar para que não aconteça outra vez. As letras "embaralhadas" são como momentos históricos em narrativas turvas, palavras que estão em formação, um texto que ainda está escrito no agora. A disputa por narrativas históricas ganha destaque nessa fase artística de Hal, revelando o momento que vivemos como espelho do passado.


MOVIMENTO ARTE CONTEMPORÂNEA

Rio de Janeiro / RJ

Sob direção de Ricardo Kimaid Junior, a galeria Movimento apresenta-se como um espaço destinado a partilhar o processo criativo de artistas emergentes, assim como daqueles já consagrados. Possui espaço de 140 m² e um acervo criado a partir do cruzamento de diferentes gerações, prezando pela qualidade das linguagens e pela diversidade de novas perspectivas estéticas. Fundada em 2007, realiza anualmente exposições com o objetivo de lançar, junto a um criterioso apoio de curadores, novas perspectivas críticas sobre a produção contemporânea. Em 2014, como parte do processo de democratização da arte, lançou o Programa Múltiplos gerando acesso à trabalhos por novos públicos e incentivando o colecionismo através do lançamento de gravuras e objetos seriados.


Outras obras do artista