Sobre a obra

Triunfo

Triunfo [Objeto Performativo]
"A ação consiste em dois performers a utilizarem um único par especial de luvas de boxe, o qual conecta os dois corpos, enfatizando a imprecisão de uma situação em que poderíamos supor dois oponentes, unindo-os como aliados, transformando uma suposta luta em afeto e, embora estejam aparentemente aprisionados um ao outro, ambos libertam-se de um ato de violência. A ideia de triunfar não é a de que um obtenha vantagem com relação ao outro, mas sim de que a harmonia seja instaurada, onde um ato cognoscente substitua a hostilidade."


Ficha técnica

Triunfo [2019]
Objeto Performativo
Couro e Velcro
70 x 40 x 15 cm
Ed. 5 + 2 PA


Sobre o artista

Tales Frey

Tales Frey (Catanduva-SP, 1982) é artista transdisciplinar, vive e trabalha entre o Brasil e Portugal. Realiza obras amparadas tanto pelas artes visuais como cênicas, situadas no cruzamento entre a performance, o vídeo, a fotografia, o objeto, o adorno/indumento e a instrução. O corpo e a performatividade são motes de especulação tanto nas suas criações práticas como nas suas pesquisas acadêmicas. Tem graduação em Artes Cênicas – Direção Teatral pela UFRJ no Brasil, mestrado em Teoria e Crítica da Arte pela Universidade do Porto, doutorado em Estudos Teatrais e Performativos pela Universidade de Coimbra e cursa pós-doutorado em Artes pela Universidade do Minho, sendo convidado para integrar o Grupo de Investigação em Performance como pesquisador sênior nesta última instituição). Tem apresentado seus trabalhos em diversos eventos e instituições nacionais e internacionais, como por exemplo, SESC SP, Centro Cultural da Justiça Federal, Casa França-Brasil e Centro Municipal de Arte Helio Oiticica no Rio de Janeiro no Rio de Janeiro, BienalSur em Buenos Aires, Akureyri Art Museum na Islândia, The Performance Arcadeem Wellington e Corner Window Gallery em Auckland na Nova Zelândia, Galeria Labirynt na Polônia, Defibrillator Gallery em Chicago, Galleria Moitre em Turim, Athens Museum Of Queer Arts (AMOQA) em Atenas, Galeria Zsenne em Bruxelas, Galeria Monumental em Lisboa, entre outros. Seus trabalhos integram permanentemente acervos públicos e privados, dentre eles o do Museu da Fundação Serralves e Museu Bienal de Cerveira, em Portugal; do Instituto Municipal de Arte y Cultura de Puebla no México; a Pinacoteca João Nasser, o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM-RJ), o Museu de Arte Contemporânea de Niterói (MAC-Niterói) e o Museu de Arte Contemporânea de São Paulo (MAC-USP) no Brasil.


VERVE

São Paulo / SP

Nascida do entusiasmo e inspiração que animam o espírito da criação artística, a Verve é abrigo para diferentes plataformas de experimentação da arte contemporânea. A eloquência e sutileza que caracterizam o nome do espaço também estão presentes na cuidadosa seleção de artistas e projetos expositivos. Por entender que as linguagens artísticas compreendem processos contínuos e complementares, a galeria representa novos talentos e profissionais consagrados que transitam livremente entre a pintura, o desenho, fotografia, escultura e a gravura. Dirigida pelo artista visual Allann Seabra e o arquiteto Ian Duarte Lucas, a galeria ocupa uma casa centenária, em franco diálogo com o patrimônio construído da cidade de São Paulo. Na diversidade de seus espaços expositivos emergem possibilidades de curadoria que vão além do formato do cubo branco, estendendo-se para a rua e cumprindo a função integradora entre a arte, o público e a cidade.


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