Sobre a obra

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Ficha técnica

Serigrafia | 2002 | 70x100 cm | Ed. 50


Sobre o artista

Marcos Chaves

Marcos Chaves inicia sua produção na década de 1980 e trabalha principalmente com a fotografia, além de criar vídeos, instalações, obras em espaços públicos e esculturas. Participou das 1ª e 5ª edições da Bienal do Mercosul, da 25ª Bienal de São Paulo, da 54ª Bienal de Veneza, entre outras importantes exposições na América do Sul e do Norte, Ásia, Europa, Austrália e África. Sua obra integra as coleções do MAM, Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, do Centro per l'Arte Contemporanea Luigi Pecci (Itália), entre outras coleções particulares. Foi contemplado com diversos prêmios, como o do IV Salão MAM da Bahia e o Espírito Santo Investment Award.

Pautado pela fotografia, o trabalho de Chaves transforma situações cotidianas, extraindo cenas improváveis de momentos banais. É o caso da série Buracos, fotografias de grandes buracos encontrados em ruas sem manutenção, ou da série Retratos, composta de fotos de vassouras que, encostadas na parede, ganham expressões humanas. Outro tema frequente na obra do artista é a cidade do Rio de Janeiro. O artista explora, em trabalhos como Eu só vendo a vista, Mar Ave Ilha e toda a série da sua última exposição Pieces, questões relacionadas à paisagem ou aos ícones da cidade, como o Pão de Açúcar. Paralelamente, o humor, a ironia e o uso das palavras, culminando em poesias visuais, perpassam todo o conjunto de sua obra, seja ela em fotografia, vídeo ou em instalações e projetos de arte pública.

De acordo com Simon Kirby, em texto sobre sua última exposição individual, o trabalho de Marcos Chaves relaciona-se à dinâmica de posicionar elementos no espaço. Aqui [nos trabalhos de Pieces], perspectivas inversas distanciam o primeiro plano e trazem para a frente objetos distantes. Seus múltiplos pontos de vista nos convidam a deslocar nossa posição visual e a criar nossas próprias narrativas: o macaco pula de galho em galho; a luz no horizonte muda; aquela ilha única torna-se um arquipélago pessoal fictício, talvez até melancólico, e cheio de possibilidades. Enquanto boa parte da obra anterior de Chaves está preocupada com a criação de novos significados em momentos que seriam, de outro modo, esquecidos, estas obras basicamente apresentam ocasiões conscientes nas quais o artista, embora não visível fisicamente, está totalmente presente como um protagonista contemplativo?.

Fontes:

Foto: http://lulacerda.ig.com.br/artigo-rio-nova-feira-de-arte/

Texto: https://carbonogaleria.com.br/obra/boca-304#biografia

 

 
 


MUL.TI.PLO ESPAÇO ARTE

Rio de Janeiro / RJ

A Mul.ti.plo Espaço Arte, com 10 anos de atuação, é mais que uma galeria onde as obras ficam expostas para a apreciação do público; pretende-se um ambiente de encontro com a arte contemporânea. Aqui, artistas consagrados e novos talentos oferecem o melhor de sua produção. Trabalhamos com todas as manifestações que a arte oferece como video arte, múltiplos, obras em papel, objetos e pinturas, além de projetos especiais. A ideia é que o espaço crie as condições para que os olhares do público encontrem formas singulares e transformadoras de se relacionar com a arte. Além de comercializar obras selecionadas a partir de critérios artísticos de extraordinária densidade, a Mul.ti.plo ainda realiza permanente trabalho de pesquisa no sentido de identificar e divulgar novos artistas. Por seu engajamento na circulação da arte e pela recusa em tomá-la como produto, a galeria vem se consolidando como um espaço que investe no conhecimento através de cursos e palestras, lançamento de edições, e eventos artísticos que ultrapassam os limites da galeria. Renovar a reflexão e a fruição estética, atrair não especialistas, despertar novos colecionadores, enriquecer coleções estruturadas: com obras de grandes artistas brasileiros e estrangeiros, a Mul.ti.plo espera desafiar o olhar do público e promover encontros em torno da arte contemporânea.


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