Sobre a obra

Asian Spotted Leopard “Mariah”, NY, 1991


Ficha técnica

40x40 cm (imagem)/64x64 cm (moldura)
ed. 3/100
Impressão digital em papel de algodão


Sobre o artista

Michael O'Neill

Desde os primórdios da fotografia, os fotógrafos têm sido inevitavelmente atraídos pela face humana. Do alto de uma carreira de 25 anos, na qual recebeu vários prêmios e encomendas da industria, Michael O’Neill sentiu aquela atração em nível quase que visceral por mudança. Então, num repentino chamado, desiste e passa os próximos cinco anos no que poderia ser chamado “transplante de gênero” radical.

Como um dos mais respeitados fotógrafos de sua época na arte exata da natureza morta, comercial e editorial, passa a exercitar sua profissão baseado na empatia entre a matéria e o fotógrafo. Começou então sua carreira novamente, agora como fotógrafo de retratos. Tendo aparecido no fim dos anos 60, na órbita de Avedon, Hiro, Penn e Karsch, através de um tipo de sistema de associação de interesses, onde a lembrança coletiva de seus mentores o ligavam diretamente de volta à Steichen, Hoyninguen-Huene, Horst, Beaton e Brodovitch, O’Neill realmente teve uma compreensão intuitiva de como se aproximar de seus modelos. Seus primeiros fotografados foram Andy Warhol e Richard Nixon, que deixaram O’Neill surpreso com sua humanidade espontânea, totalmente em desacordo com sua imagem de pária total da esquerda americana. A partir daí, fotografou todos os presidentes americanos.

Nas décadas seguintes O’Neill foi fotógrafo colaborador do New York Times, Rolling Stones, Life, The New Yorker, Esquire, Vanity Fair, Time e inúmeras outras publicações, produzindo fotos icônicas de personalidades famosas do século XX. O trabalho que produziu com seu estilo único de fazer retratos recebeu o mesmo reconhecimento que seu trabalho anterior como artista de propaganda e comerciais. Os retratos de O’Neill têm uma característica no mínimo curiosa, pois mostram o classicismo contido na arte formal de retratar, e no entanto alcançam sucesso ao manter até as faces mais famosas enraizadas num factual e psicológico aqui e agora. Desse modo O’Neill subjuga a mera familiaridade deles, no caso da fama transbordar as próprias imagens. Sem fazer concessões e permanecendo aberto o suficiente para deixar que a força da personalidade do modelo tenha efeito na aparência da imagem, ele captura aqueles que estão no ápice da fama desempenhando o papel deles mesmos. Ironicamente, num de seus mais populares projetos, O’Neill voltou suas lentes não para pessoas, mas para animais jovens. Inspirado nos desenhos e histórias da Enciclopedia Columbia que leu quando criança, O’Neill começou o projeto Zoobabies em 1991 (com um livro publicado no mesmo ano). Traduzindo sua fascinação pela fisionomia humana ao explorar a tendência de dar aos animais feições humanas, O’Neill produziu imagens que vem encantando a todos por mais de 20 anos. Contudo, o projeto preferido de O’Neill, e que vai continuar mantendo-o ocupado por um longo período no futuro, é a exploração, em palavras e imagens, das origens e essência da yoga e de sua prática espiritual oriental. No encalço de uma carreira fotográfica que foi ocupada primeiro com a fisionomia de “objetos”, através da natureza morta, e depois de passar por vários disfarces de fama e celebridade, O’Neill está agora pesquisando a fisionomia da sabedoria e compaixão nas faces e comportamento dos grandes gurus e professores destas antigas tradições. Este projeto foi em parte manifestado na publicação do seu livro “On yoga the Architecture of Peace”, editado pela Taschen, e num filme documentário lançado em 2017.


GALERIA MARIO COHEN

São Paulo / SP

Aberta por Mario Cohen no Rio, em 2002, a galeria consagrou-se como a primeira Fine Art Photography Gallery da América Latina, ciente da importância de um espaço para documentação e valorização da fotografia, em especial da fotografia brasileira, de revelar novos talentos e de servir de canal para intermediar a relação entre o artista e o mercado.

Em agosto de 2015 instalou-se em São Paulo. Mario Cohen, responsável pelas exposições e seu acervo, fez parte por 19 anos da criação e desenvolvimento da coleção de fotografias Pirelli / Masp, hoje entre as mais respeitadas do país. Neste longo período teve a oportunidade de conhecer a riqueza e a importância da fotografia brasileira.

Em sua vida profissional, dedicou-se com sucesso à valorização de grandes marcas por meio da arte e da cultura, sendo responsável – entre outros projetos – pela criação do Museu da Língua Portuguesa, primeiro museu no mundo dedicado a celebração de um idioma, e do Auditório Ibirapuera com sua escola de música que atende 150 alunos, que em inúmeras pesquisas foi apontado como o local preferido pelos paulistas para ouvir música. Localizada no bairro Jardim Paulistano, o espaço com 130m² fica no segundo andar de um predinho bem charmoso.

Além de exposições montadas ao longo do ano, conta com acervos importantes, como dos fotógrafos Sebastião Salgado, Pierre Verger, Otto Stupakoff, Marcel Gautherot, Walter Firmo, Norman Parkinson, Roberio Braga, Cristiano Mascaro, entre outros renomados nomes da fotografia.


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