Sobre a obra

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Ficha técnica

2017
Tinta esmalte sintético e spray sobre chapa galvanizada


Sobre o artista

Guilherme Gafi

Guilherme Gafi, artista de Santo André, região da Grande São Paulo, reordena o léxico tradicional da pintura através do viés urbano da contemporaneidade. A tinta, a mancha e a cor – elementos que já foram protagonistas da pintura moderna – estão presentes na produção visual do artista. No entanto, o que os atualiza frente aos novos tempos é a forma como Gafi repensa esses atributos de acordo com as urgências atuais, já que retira da mancha sua áurea de subjetividade e gestualidade, colocando-a numa perspectiva de serialidade da repetição industrial. Seu trabalho repensa as bases convencionais – ao sair do canvas e buscar materiais corriqueiros, peças descartadas e objetos cotidianos –, alargando, assim, o pensamento bidimensional que avança sobre a espacialidade das arquiteturas e das cidades. Mas não é apenas com a disciplina pictórica que dialoga o artista. Se percebermos que seus suportes sofrem manipulações, dobras e torções, organizando-se de modo volumétrico pelo entorno, será possível observar também em seus trabalhos uma referência às linguagens escultóricas. Essas organizações e reorganizações dos objetos plásticos de Guilherme Gafi podem ser compreendidas como um sintoma do seu raciocínio editorial, fator presente em seus estudos e experimentações estéticas. Mesmo ao expor imagens sobre a parede, o artista joga com grupos de imagens, séries de manchas e campos de cor, testando o efeito das diagramações, das multiplicações e das sobreposições, como quem busca analisar campos de acúmulo e de massas em processos de homogeneização. Assim, seu trabalho artístico parte de explorações da ordem do abstrato. E essas mesmas explorações ganham ainda maior corpo e vigor ao assumirem arranjos que transitam entre o plano e o espaço.


GALERIA AURA

São Paulo / SP

Criada em 2015 como uma plataforma digital, a Aura dedicou seus primeiros anos de existência a mapear e inserir no mercado artistas do novíssimo cenário de arte contemporânea brasileiro. Gradualmente, a experiência on-line desdobrou-se em eventos presenciais, com exposições pop-up e a participação em feiras de arte contemporânea. Em 2017, esse processo culminou na abertura de um espaço físico próprio, na Vila Madalena, em São Paulo. Dirigida por sua sócia fundadora, a arquiteta Bruna Bailune, em seus primeiros anos de funcionamento a Galeria Aura realizou exposições ambiciosas de jovens artistas: nomes selecionados de sua plataforma digital, colaborando com diferentes curadores, novos ou renomados. A galeria também intensificou sua presença nas feiras de arte, com stands na SP-Arte, SP-Arte Foto, Parte e Art Rio. Em 2019 a Aura se reposiciona, associando-se à BASA, uma articuladora de núcleos de pesquisa e plataformas culturais dirigida por Luisa Dantas e Lucas Ribeiro Pexão. Surge então um programa curatorial inspirado nas hiperconexões e na atemporalidade da era digital, materializando exposições que favorecem o cruzamento de circuitos, de públicos e de momentos da produção artística. Entre os artistas representados nesta fase atual, estão nomes que se desenvolveram junto com a história da Aura, da experiência digital à galeria de arte. Ao time, somam-se representações de artistas que chamam atenção pelo trânsito híbrido entre diferentes áreas da cultura contemporânea.


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