Sobre a obra

Forest Grim


Ficha técnica

2014
Spray, tinta acrílica, grafite e giz pastel oleoso sobre papelão, couchet, offset e impressões plásticas fixados com cola branca e grampos sobre madeira.


Sobre o artista

Alexandre Cruz Sesper

O trabalho de Alexandre Cruz Sesper acontece na fusão de várias técnicas, tais como colagem, pintura, desenho e assemblagem, através das quais articula formas e composições texturizadas e intrincadas. Artista autodidata - formado na cena musical independente das décadas de 1980/90 -, Sesper executa plasticamente o conceito de montagem através da sobreposição de camadas matéricas que ressignificam referências e conteúdos apropriados das mídias de massa e de arquivos pessoais, operando entre o social e o privado. Esses trabalhos, que oscilam entre a bi e a tridimensionalidade, por vezes ganham ares de vitrine, são caixas exibidoras de imagens e objetos que acionam uns aos outros em relações de simbiose. Suas figuras (meio) humanas, formadas pelo acúmulo de detritos recodificados, escancaram os excessos de uma sociedade hiperindustrial que a tudo nivela e reduz a simulacro e a produto passível de descarte. Ilustrações científicas da fisiologia do corpo humano aparecem repetidamente na obra de Sesper, bem como o choque de cores e a palavra impressa, elementos que conduzem um diálogo alternado entre modos conscientes e inconscientes de expressão e recepção, assumindo uma tensão deliberada entre ordem e caos. A escada, outro elemento recorrente em seus trabalhos, opera como ponte de ligação entre o abstrato e o figurativo: ao mesmo tempo em que representa uma forma reconhecível, nos conduz menos por subidas e descidas do que por espaços subjetivos da própria obra. Em seus trabalhos mais recentes, Sesper assume um crescente afastamento do referente, em um caminho deliberado em direção a uma maior abstração.


GALERIA AURA

São Paulo / SP

Criada em 2015 como uma plataforma digital, a Aura dedicou seus primeiros anos de existência a mapear e inserir no mercado artistas do novíssimo cenário de arte contemporânea brasileiro. Gradualmente, a experiência on-line desdobrou-se em eventos presenciais, com exposições pop-up e a participação em feiras de arte contemporânea. Em 2017, esse processo culminou na abertura de um espaço físico próprio, na Vila Madalena, em São Paulo. Dirigida por sua sócia fundadora, a arquiteta Bruna Bailune, em seus primeiros anos de funcionamento a Galeria Aura realizou exposições ambiciosas de jovens artistas: nomes selecionados de sua plataforma digital, colaborando com diferentes curadores, novos ou renomados. A galeria também intensificou sua presença nas feiras de arte, com stands na SP-Arte, SP-Arte Foto, Parte e Art Rio. Em 2019 a Aura se reposiciona, associando-se à BASA, uma articuladora de núcleos de pesquisa e plataformas culturais dirigida por Luisa Dantas e Lucas Ribeiro Pexão. Surge então um programa curatorial inspirado nas hiperconexões e na atemporalidade da era digital, materializando exposições que favorecem o cruzamento de circuitos, de públicos e de momentos da produção artística. Entre os artistas representados nesta fase atual, estão nomes que se desenvolveram junto com a história da Aura, da experiência digital à galeria de arte. Ao time, somam-se representações de artistas que chamam atenção pelo trânsito híbrido entre diferentes áreas da cultura contemporânea.


Outras obras do artista