Sobre a obra

Sem título, 2017

Paulo Monteiro (São Paulo, 1961) é um pintor e escultor brasileiro que ganhou visibilidade a partir dos anos 1980. Sua produção inicial era marcada por grandes telas abstratas; gradativamente sua obra tornou-se mais mínima, tanto em termos de escala como de composição. A gravura produzida para a Cobogó – uma imagem abstrata, com finos traços brancos sobre um fundo preto – é expressiva da economia de gestos que caracteriza a sua produção recente. Nas palavras do artista, “o trabalho fala sobre o encontro de duas formas abertas. Trata-se de como a abertura do contorno dessas formas faz com que elas se fundam através do lado de fora”.


Ficha técnica

Múltiplo Paulo Monteiro
Sem título, 2017
Fotolitogravura
Edição de 13 + 5 PAs


Sobre o artista

Paulo Monteiro

Paulo Monteiro nasceu em 1961, em São Paulo, onde vive e trabalha. A partir de 1977, começou a publicar histórias em quadrinhos em revistas de circulação alternativa, como Boca, Papagaio, Almanak, e Makongo, com um traço que tinha como referência Robert Crumb e George MacManus. Começou a pintar no início dos anos 1980, integrando a chamada Geração 80, e de 1983 até 1985 integrou o grupo Casa 7, ao lado dos artistas Nuno Ramos, Carlito Carvalhosa, Fábio Miguez e Rodrigo Andrade. Participou da 22ª Bienal de São Paulo e teve suas obras expostas em mostras em Portugal, Alemanha, França, Estados Unidos, Cuba e Equador. Seus trabalhos integram coleções importantes, como as do Museu de Arte Contemporânea de São Paulo e de Niterói, da Pinacoteca de São Paulo, além do Museum of Modern Art (MoMA), de Nova York.


EDITORA COBOGÓ

Rio de Janeiro / RJ

Em 10 anos de publicações, a Editora Cobogó construiu um catálogo de mais de 230 títulos, que tratam desde a filosofia do artista norte-americano Andy Warhol sobre uma sociedade de consumo, às entrevistas do curador suíço Hans Ulrich Obrist com pensadores e artistas de várias áreas, aos caminhos de construção das obras de diversos artistas, aos artigos do cineasta Cacá Diegues sobre a sociedade brasileira, as reflexões acerca da globalização e da arte do pesquisador Moacir dos Anjos, além da reedição do primeiro livro de John Cage publicado no Brasil, com tradução do poeta Augusto de Campos. Cada livro da Cobogó recebe o cuidado especial que vai desde o contato direto com o autor, o tratamento do texto, o cuidado com as imagens, passando pelo projeto gráfico, a textura do papel e o tipo de acabamento. Um caminho de desafios e conquistas, reconhecido, em 2016, na 58a edição do Prêmio Jabuti, com o primeiro lugar na categoria Livro de Arte, por Histórias mestiças, organizado por Lilia Moritz Schwarcz e Adriano Pedrosa. O catálogo da Editora Cobogó se destaca por livros de arte sobre artistas consagrados e também sobre novos nomes do mundo das artes. Foram publicadas monografias de Adriana Vareja?o, Nuno Ramos, Laura Lima, Erika Verzutti, Sonia Gomes, Marina Rheingantz, Mauro Restiffe, Paulo Nazareth e Iran do Espírito Santo. Em 2018, foram lançados livros de Katia Maciel, Maria Laet, Carla Chaim, Paulo Nimer PJota e Iole de Freitas, além do livro de colagens de Beatriz Milhazes.


Outras obras do artista