Sobre a obra

Bijou 1 (da série Quimera), 2015 a 2019

“Quimeras - trabalhos recentes de Claudio Cretti”
Em exposição na Cassia Bomeny Galeria, o artista visual apresenta esculturas inéditas que propõem reflexão sobre a presença dos objetos no mundo

Materiais de origens distintas, aparentemente impossíveis de se relacionar, são interligados, criando um novo corpo e ganhando novos sentidos na exposição “Quimeras - trabalhos recentes de Claudio Cretti”, que abre dia 16 de abril na Cassia Bomeny Galeria, em Ipanema. Com curadoria do crítico e historiador Tadeu Chiarelli, a exposição apresenta um recorte bem específico da obra de Cretti – são oito esculturas, todas inéditas –, instigando um pensamento livre sobre o trabalho do artista, e ao mesmo tempo propondo uma reflexão sobre as lembranças e a presença dos objetos do mundo.
“Estou trabalhando nessas esculturas desde 2015, mas só estão ficando prontas agora. Até saírem do ateliê, vou manipulando as obras, que são feitas com materiais diversos, a partir de um esqueleto de madeira e borracha”, conta Cretti.
As madeiras são sempre oriundas de peças de artesanato da cultura material popular brasileira – desde artefatos indígenas a objetos dos caipiras do interior paulistano, como cachimbos. Cretti cria uma conexão entre as peças através de artefatos industriais, especialmente borrachas usadas em motores industriais, de máquinas grandes ou de carros.
“Os cachimbos fazem parte de uma coleção minha, eu os comprava e guardava porque gostava do desenho. Depois comecei a adquirir essas ligações de borracha e percebi que muitas vezes os objetos que eu colecionava se encaixavam perfeitamente nessas conexões. Assim, o material me deu o caminho”, explica o artista, ressaltando que o universo do artista caminhante também começa a aparecer no seu trabalho. “Incorporo galhos e ‘plantas estranhas’ secas, numa mistura que lembra, de algum modo, uma pesquisa etnográfica de ‘coisas monstros’, como uma quimera mitológica”.


Ficha técnica

fornilho de cachimbo, madeira, borrachas, objeto de ferro, metal, setas com pontas de algodão, entre outros, granito e acrÍlico


Sobre o artista

Claudio Cretti

Belém, PA, Brasil, 1964

Vive e trabalha em São Paulo

Dentre suas exposições individuais recentes destacam-se: ?Céu Tombado?, Paço das Artes, São Paulo como artista convidado (2004); ?Onde pedra a flora" na Estação Pinacoteca, SP (2006) e ?Luz de ouvido?, Palácio das Artes, Belo Horizonte (2008), Coisa Livre de Coisa, Galeria Marilia Razuk, São Paulo (2011); Pandora, site specific no Palácio das Artes, São Paulo (2013); A Pino, performance no Redbull Station, São Paulo (2014).

Participou de mostras coletivas no Instituto Tomie Ohtake, MAM SP, Pinacoteca do Estado de São Paulo, entre outras. Em 2004, a TV Cultura e a rede SESI-SENAC realizam um documentário sobre sua produção para a série ?O mundo da Arte?. Em 2009, a convite da Galeria Marilia Razuk , concebe e realiza a exposição coletiva ?Desenhar Lugares?. No mesmo ano elabora a publicação ?José Antonio da Silva? voltada para o público infantil, sobre a obra desse artista. Em 2011 realiza a curadoria da exposição ?Assim é, se lhe parece? no Paço das Artes, São Paulo. Em 2013 a Editora WF Martins Fontes lança o livro ?Claudio Cretti?, uma seleta crítica da obra do artista.

Fontes:

Foto: https://plus.google.com/photos/110906473979914762993/album/6050808094754120977/6050808192363964450

Texto: http://galeriamariliarazuk.com.br/artistas/claudio-cretti/biografia

 

 
 


CASSIA BOMENY GALERIA

Rio de Janeiro / RJ

A Galeria Inaugurada em 2015, a Galeria Cassia Bomeny desenvolve um programa de exposições voltado a artistas da década de 70 em diante. O projeto começou com apoio do curador Fernando Cocchiarale, produzindo trabalhos seriados e reedição de obras históricas de Anna Bella Geiger, Antonio Dias e outros. Com foco em uma pesquisa contemporânea brasileira, a galeria fomenta a produção atual de artistas consagrados, como Antonio Manuel e Carlos Zilio, ao mesmo tempo que incentiva as novas gerações, como Zé Carlos Garcia. É da política da galeria publicar um catálogo acompanhando cada exposição individual. Nesse sentido, já foram produzidos seis publicações, com textos de curadores e críticos de arte como Frederico Morais, Tadeu Chiarelli e Vanda Klabin. Com uma pesquisa que fomenta o colecionismo e a circulação das artes visuais nas esferas publicas e privadas, a galeria atua no mercado institucional e na formação de novos colecionadores.


Outras obras do artista