Sobre a obra

A Noite do Homem - Pulso 1


Ficha técnica

2017
Acrílica sobre tela
Moldura: Chassi


Sobre o artista

Letícia Lopes

"A gaúcha Letícia Lopes tem seu pictórico amparado no fragmento, no ver em cacos. No entanto, a atmosfera de mistério e, de modo ambivalente e deliberado, do cotidiano termina por construir uma obra altamente inventiva. Tal como explicitado no título de sua mais importante individual, Presença Sinistra (Santander Cultural, Porto Alegre, 2016), a tessitura de suas imagens também recolhidas em veículos diversos gera, vista em conjunto, uma sensação de desassossego no espectador, que se assemelha a um ator involuntário participando de uma narrativa sempre bifurcada e longe de um fim. Dioramas, o mundo pré-histórico, as páginas em desmanche de enciclopédias empilhadas em sebos, fotografias com contornos tíbios e os 'assuntos', materiais, texturas e procedimentos típicos da pintura, juntos, alimentam uma obra visual das mais inquietas." (Mario Gioia, 2017) Letícia Lopes é Bacharel em Artes Visuais pelo Instituto de Artes da UFRGS. Em 2019, recebeu o Prêmio Aliança Francesa de Arte Contemporânea (AF Porto Alegre - 3ª edição), sendo contemplada com uma residência artística em La Rochelle (França), e foi indicada ao Prêmio Pipa de Arte Contemporânea. Tem participado de exposições coletivas em espaços como Fundação Iberê Camargo (RS), Galeria Baró (SP), Boiler Galeria (PR), Museu do Trabalho (RS), Czech Center (República Tcheca), Galeria Aura (SP), MAVRS, Museu de Arte Contemporânea do RS, Galeria Cavalo (RJ), Paço Municipal (RS), entre outros. Em 2018, realizou as individuais “Por uma graça alcançada”, no Museu do Trabalho (Porto Alegre), com curadoria de Henrique Menezes e “A hora mágica”, na Galeria Aura (SP), com curadoria de Gabriela Motta. Em 2016 foi selecionada pelo Programa RS Contemporâneo, que lhe rendeu a individual ”Presença Sinistra”, realizada no Santander Cultural, com curadoria de Marcelo Campos (UFRJ). No ano anterior, foi contemplada com o Edital para Artes Visuais – Edição 2015 da Fundação Ecarta (POA/RS) com a individual “Exagerar já é um começo de invenção”, na Casa Paralela (Pelotas/RS) e, em 2014, foi premiada no 3º Prêmio do Instituto Estadual de Artes Visuais do RS por melhor exposição com “Em minha fome mando eu”, individual na Galeria Virgílio Calegari (Casa de Cultura Mário Quintana, POA/RS). Em 2016 foi indicada nas categorias “Destaque em Pintura” e “Artista Revelação” na X Edição do Prêmio Açorianos de Artes Plásticas (POA/RS). Em 2017, seu fotolivro "Pinturas delinquentes: revelações noturnas à margem da tolerância estética ocidental (e suas infiltrações bem-sucedidas)", publicado pela Cactus Edições, foi selecionado pelo Festival Zum para integrar a biblioteca do Instituto Moreira Salles (SP).


GALERIA AURA

São Paulo / SP

Criada em 2015 como uma plataforma digital, a Aura dedicou seus primeiros anos de existência a mapear e inserir no mercado artistas do novíssimo cenário de arte contemporânea brasileiro. Gradualmente, a experiência on-line desdobrou-se em eventos presenciais, com exposições pop-up e a participação em feiras de arte contemporânea. Em 2017, esse processo culminou na abertura de um espaço físico próprio, na Vila Madalena, em São Paulo. Dirigida por sua sócia fundadora, a arquiteta Bruna Bailune, em seus primeiros anos de funcionamento a Galeria Aura realizou exposições ambiciosas de jovens artistas: nomes selecionados de sua plataforma digital, colaborando com diferentes curadores, novos ou renomados. A galeria também intensificou sua presença nas feiras de arte, com stands na SP-Arte, SP-Arte Foto, Parte e Art Rio. Em 2019 a Aura se reposiciona, associando-se à BASA, uma articuladora de núcleos de pesquisa e plataformas culturais dirigida por Luisa Dantas e Lucas Ribeiro Pexão. Surge então um programa curatorial inspirado nas hiperconexões e na atemporalidade da era digital, materializando exposições que favorecem o cruzamento de circuitos, de públicos e de momentos da produção artística. Entre os artistas representados nesta fase atual, estão nomes que se desenvolveram junto com a história da Aura, da experiência digital à galeria de arte. Ao time, somam-se representações de artistas que chamam atenção pelo trânsito híbrido entre diferentes áreas da cultura contemporânea.


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